A JANELINHA

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9 Coisas onde se gasta mal o dinheiro
quando esperamos o primeiro Bebé

O mercado para recém nascidos tem crescido imenso e se têm surgido artigos muito úteis e que facilitam muito a vida dos pais, também têm surgido uma variedade de artigos que acabam por não ser usados e apenas levam os pais a gastar mais dinheiro do que o que é realmente necessário.

Aqui, o papel das Lojas é fundamental para ajudar a separar o trigo do joio e acredite que é nestes pequenos detalhes que o comércio tradicional faz toda a diferença. Na maioria das Lojas continuam a vender artigos que não fazem falta, umas vezes porque nem sabem, outras porque nem se interessam, outras vezes porque querem é facturar e despachar mercadoria que têm em loja.

Na nossa Loja o papel de aconselhamento é levado muito a sério e é mesmo uma das nossas mais valias. Os pais, principalmente os de 1ª viagem, sentem-se por vezes bastante perdidos e é importante que possam confiar em pessoas especializadas que os ajudem a encontrar as melhores soluções.

Sendo assim, quais a lista de artigos que considero mais inútes e que se vendem ainda em muitas lojas? Atenção que esta lista não é uma verdade universal e provavelmente até poderá encontrar aqui algum artigo que uma amiga adorou. O objectivo desta lista é pensar um pouco antes de comprar um determinado artigo e ver se realmente lhe irá fazer falta. 

1. Intercomunicador com Vídeo ou ligado à Internet

Um bom intercomunicador digital, com busca automática de canais é perfeitamente suficiente. Acredite que se o seu bebé chorar não se vai limitar a olhar para o écran do intercomunicador para ver se ele adormece sózinho. Vai mesmo correr até ao quarto para lhe dar miminhos e atenção, que é tudo o que ele precisa. A poupança aqui pode ser de cerca de 200 euros.

Quanto aos intercomunicadores com ligação á internet para que os pais possam ver o seu bebé quando estão fora de casa, é tudo muito bonito e romântico, mas acarreta algum perigo. Estes sistemas podem ser hackeados e não temos como saber se alguém exterior observa o quarto do nosso bebé. Há casos perversos já reportados e por isso pense bem se vale a pena gastar imenso dinheiro num artigo que ainda por cima pode pôr em risco a sua família.

2. Andarilhos

Infelizmente, em Portugal, a venda de andarilhos ainda é permitida. Apesar de ser responsável por cerca de 80% dos traumatismos cranianos em bebés e estar provado ser um brinquedo perigoso, ainda é comprado por muitos pais.

Uma das razões que os pais apontam é de que os bebés adoram. É verdade! Mas também adoram subir estantes, trepar pelas janelas e correr para o meio da estrada. E nós deixamos? Claro que não! E porquê? Porque é perigoso.

Pois com os andarilhos é igual! É perigoso e desaconselhado pelos Pediatras e pela APSI. Não acredite que mesmo com uma vigilância apertada vai evitar um acidente. Não facilite! A venda de andarilhos é proibida em vários países europeus, no Canadá e até no Brasil. Por isso, a nossa Loja não vende andarilhos, e sei de outras lojas que também não o fazem. E os pais não o devem comprar apesar de ser divertido e haver modelos aparentemente mais seguros. Veja aqui a opinião da APSI.

3. Redutores para  a Cama

São extraordinariamente perigosos e fortemente desaconselhados pelos Pediatras. Nas primeiras semanas, o espaço à volta do bebé deve estar liberto de brinquedos e acessórios. Pode haver um pequeno acidente, uma convulsão, e o bebé ficar com o rosto enterrado nestes redutores, o que é fatal! É preferível pôr o bebé num berço ou numa cama pequena.


4. Cunhas para a Cama para manter o bebé inclinado

Mais um dos artigos que mais mal é aconselhado aos pais. É verdade que os bebés devem estar ligeramente inclinados nas primeiras semanas para prevenir o refluxo. Mas não se deve utilizar nada que possa "dobrar" a coluna do bebé, como é o caso destas cunhas ou até do cobertor dobrado debaixo do colchão. O que deve ser inclinado é a cama/berço (cerca de 10º) de forma a que o corpo do bebé, mesmo inclinado, esteja sempre a 180º graus. Só assim a sua coluna estará sempre perfeitamente direita.

5. Almofada

Os bebés não usam almofada até terem cerca de um ano de idade. Por muito que em algumas lojas lhe mostrem almofadas todas xpto, anti-fúngicas, anti-sufoco... resista à compra. A não ser que o Pediatra recomende por algum motivo, não fazem realmente falta e ainda podem ser perigosas.


6. Roupa de sair tamanho R/N

Acha mesmo que vai vestir o seu bebé com poucos dias de vida, com calções, t-shirts, saia de peitilho ou calças de ganga?

7. Colchão ortopédico

Mais um mito a combater. Os colchões ortopédicos são concebidos para colunas doentes. Muitas marcas que fabricam colchões para camas de bebé, insistem em pôr informação que não corresponde inteiramente à verdade, explorando de forma intencional a necessidade que os jovens pais têm de comprar o melhor para o seu bebé.

Quanto mais informação um colchão tiver, quanto mais características e quanto mais anti-isto, ant-aquilo, mais enganador é. Siga as preferências dos pediatras e opte por colchões simples, de tecidos de fibras naturais como o algodão, estruturas de molas de aço para que a coluna do bebé se mantenha sempre direita. Se pretender um pequeno extra, algumas marcas têm colchões com uma pequena espessura de viscoelástico entre o enchimento e o tecido exterior para que sejam um pouco mais confortáveis.

Os colchões de viscoelástico, apesar de serem mais caros do que os de molas, não são aconselhados para bebé. Além de serem mais moles, são muito quentes no Verão ao não permitirem a livre circulação do ar. Algumas marcas optam por perfurar este tipo de colchões para aumentar a circulação do ar, mas não deixa de ser um material sintético.

8. Aproveitar as Feiras de Bebé dos Hipermercados para fazer stock de fraldas e de produtos de higiene

Rapidamente vai perceber que os bebés têm ritmos de crescimento muito variados e que lhe vão sobrar pacotões de fraldas tamanho x e afinal vão-lhe faltar do tamanho y. Com os produtos de higiene é igual. Quando o seu bebé nascer vai perceber que aquela marca muito boa afinal não é a mais adequada para o seu bebé ou afinal não gosta tanto dela como pensava. O que fazer agora com todas aquelas embalagens que comprou em promoção, é certo, mas que como não vão ser usadas se revelam um grande desperdicio de dinheiro?

Tenha por isso bastante cautela ao fazer compras nestas mega promoções; moderação e bom senso é essencial para que possa realmente poupar dinheiro.

9. Coisas muito baratas ou muito caras

Ponderação é a palavra chave. Ao optar por produtos muito baratos, poderá estar em causa a segurança do seu bebé. Acredite que não há milagres, e se um produto é muito barato algum problema deve ter. Não se esqueça de que o barato sai caro. Por outro lado, comprar o mais caro e o mais sofisticado pode também não ser a melhor opção, já que o melhor produto nem sempre é o mais caro. Normalmente há excelentes opções por preços razoáveis. 



E agora ajude-nos a completar esta lista. Qual foi o artigo que comprou e que não lhe fez falta nenhuma e considerou, por isso, um desperdício de dinheiro? Envie um e-mail para maria.barriga.mail@gmail.com. Publicaremos aqui as histórias mais interessantes.


Autor: Dra. Clara Fonseca

              Formadora especialista em Puericultura




"Eu comprei demasiadas fraldas reutilizáveis. Achei que ia ser muito bom, mas nunca me adaptei. Arrependi-me imenso do dinheiro que gastei. Devia ter comprado apenas duas ou três para experimentar e depois comprava mais se gostasse. Comprei 24 que foi o que a loja me recomendou. Um erro!"

Joana Oliveira

"Não cometi nenhum destes erros. Pensei que se houvesse alguma coisa que precisasse mesmo, rapidamente me aperceberia disso. Mas comprei um sling que nunca usei, porque o meu bebé não gostava de lá estar dentro."
Érica Amaro
 

"Comprei roupa a mais para sair. Ainda por cima o Afonso nasceu no Inverno. Mas perdia a cabeça nas lojas. Claro que não usei muita coisa. Agora estou grávida de uma Madalena e estou a ser muito mais ponderada."

Dulce Seixas

"O voador no caso da minha filha foi mesmo deitar dinheiro fora. Comprei por pressões, que ela nunca mais andava... e ela só usou uma vez. Odiou e ainda bem porque é perigoso. Nao tardou nada a andar com 13 meses. Foi mesmo um desperdício."
Cristina Nazaré-Marques
"Também acho um desperdício a compra de biberões, tetinas e afins antes de se saber se é realmente necessário.
Ou ter mais de 5 peças de roupa dos primeiros tamanhos...pela minha experiência, a cada semana tinha de passar para o tamanho seguinte! Conheço muita gente que teve roupa que nunca usou ao seu bebé por isso mesmo...deixou de servir!"
Tânia Dias